21/02/2017

Orçamento Participativo das Escolas


Consulta o regulamento. Apresenta as tuas sugestões.



Para mais informações consulta a página da Escola em http://esviriato.pt/ ou na página do projeto em http://opescolas.pt/#/.

08/02/2017

10/01/2017

Mário Alberto Nobre Lopes Soares


“ Sou republicano, socialista e laico”
Mário Soares
Mário Alberto Nobre Lopes Soares nasceu em Lisboa a 7 de dezembro de 1924 e faleceu em Lisboa7 de janeiro de 2017. Licenciou-se em Ciências Histórico- Filosóficas em 1951 pela Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, e em Direito pela mesma Universidade em 1957.
Político de profissão e vocação, co-fundador do Partido Socialista, a 19 de abril de 1973, o percurso de Mário Soares inicia-se nos grupos de oposição ao Estado Novo, atividades que levariam o governo de Salazar a mandá-lo prender doze vezes, a ser deportado para São Tomé, onde permaneceu até o governo de Marcello Caetano lhe permitir o exílio em França. Em 1949, na prisão, casa por procuração com Maria de Jesus Barroso de quem teve dois filhos.
No processo de transição democrática subsequente ao 25 de abril de 1974 afirma-se como líder partidário no campo democrático, sendo ainda Ministro dos Negócios Estrangeiros de alguns dos governos provisórios. Foi um dos responsáveis pelo processo de descolonização que se seguiu ao 25 de Abril. Em seguida foi Primeiro-Ministro dos III e IX governos constitucionais, acompanhando o processo de construção de políticas sociais pré-adesão às Comunidades Europeias. Foi Mário Soares, como Primeiro-Ministro, que assinou a adesão de Portugal à Comunidade Económica Europeia em 12 de Junho de 1985.
Foi Presidente da República durante dois mandatos, entre 1986 e 1996.
Ainda durante a ditadura Mário Soares escreveu que tinha três metas na vida: que Portugal tivesse um governo parlamentar multipartidário, acabar com a guerra em África e conseguir que Portugal entrasse na Comunidade Europeia. Muito poucos políticos se conseguem gabar de terem atingido todos os seus objetivos.
Mário Soares é unanimemente considerado como um lutador, durante a ditadura e no pós 25 de abril. Esta característica juntamente com uma cultura geral vastíssima, uma intuição política rara, uma convicção profunda e inabalável de que a liberdade e a democracia são a base duma sociedade justa, fizeram dele o maior político português do século XX e um dos maiores do mundo.
O Portugal em que vivemos com Serviço Nacional de Saúde a que todos têm acesso, com o sistema educativo aberto a todos, em grande parte devemo-lo à sua luta e à sua determinação. 

24/11/2016

Outono, Poesia e Ciência

24 de Novembro - Dia da Cultura Científica

Partilhamos um poema de António Gedeão, numa homenagem aos plátanos, ao Outono em que a Ciência e a Poesia se entrelaçam.

As folhas dos plátanos desprendem-se e lançam-se
na aventura do espaço,
e os olhos de uma pobre criatura
comovidos as seguem.
São belas as folhas dos plátanos
quando caem, nas tardes de Novembro,
contra o fundo de um céu desgrenhado e sangrento.
Ondulam como os braços da preguiça
no indolente bocejo.
Sobem e descem, baloiçam-se e repousam,
traçam erres e esses, ciclóides e volutas,
no espaço escrevem com o pecíolo breve,
numa caligrafia requintada,
o nome que se pensa,
e seguem e regressam,
dedilhando em compassos sonolentos
a música outonal do entardecer.

São belas as folhas dos plátanos espalhadas no chão.
Eram verdes e lisas no apogeu
da sua juventude em clorofila,
mas agora, no outono de si mesmas,
o velho citoplasma, queimado e exausto pela luz do Sol,
deixou-se trespassar por afiados ácidos.
A verde clorofila, perdido o seu magnésio,
vestiu-se de burel,
de um tom que não é cor,
nem se sabe dizer que nome tenha,
a não ser o seu próprio,
folha seca de plátano.
A secura do Sol causticou-a de rugas,
um castanho mais denso acentuou-lhe os nervos,
e esta real e pobre criatura,
vendo o Sol coberto de folhas outonais
medita no malogro das coisas que a rodeiam:
dá-lhes o tom a ausência de magnésio;
os olhos, a beleza.

António GedeãoPoemas Póstumos, Lisboa, Edições João Sá da Costa, 1983

18/10/2016

A Viagem Perdida de Darwin


“A VIAGEM PERDIDA DE DARWIN”  Leroi, Armand 
National Geographic
DVD

Armand Leroi seguiu os passos de Darwin e descobriu o que inspirou a sua teoria mais conhecida.

A Fera na Selva


“A FERA NA SELVA”   James, Henry 
Edições Quasi

O destino é uma fera na selva, que prepara o salto para nos atacar quando menos esperarmos. Pelo menos é isto que John Marcher acredita que o seu particularíssimo destino lhe reserva. Algo de avassalador, como um terramoto, algo que o distingue e que torna a sua vida - à espera do salto da fera - diferente da de todos os outros mortais… Esta pequena novela de Henry James, justamente considerada um dos momentos mais altos da sua obra, trata os temas universais do amor, da solidão, da morte e do sentido da vida de uma forma surpreendente e inesquecível para qualquer leitor que se tenha alguma vez cruzado com ela. Tal como foi o caso de Patrícia Reis, que assina o prefácio em forma de carta ao autor desta e de muitas outras obras que a marcaram. Uma pérola, um clássico e uma meditação sobra a vida e a forma de a ganharmos ou perdermos nos gestos e nos sentimentos de cada dia.

O Retrato do Sr. W. H.



“O RETRATO DO SR. W. H.”   Wilde, Oscar 
Edições Quasi

Nesta narrativa, que tem tanto de obra de ficção como de ensaio, Wilde expressa todo o fascínio que sente pela personalidade de Shakespeare. Debruçando-se sobre o enigma da identidade do Sr. W. H., a quem os Sonetosde Shakespeare foram dedicados na primeira edição, o autor irlandês constrói a intrigante teoria de que essa misteriosa personagem seria um jovem e belo actor. Movendo-se entre a crítica literária e a especulação, este conto traz-nos um Oscar Wilde na sua plenitude criativa.

Coração Débil



“CORAÇÃO DÉBIL”   Dostoiévski, Fiódor 
Edições Quasi

Nesta obra acompanhamos a tragédia de Vássia Chumkov, um jovem apaixonado mas de temperamento fraco, a quem a felicidade parece transtormar. Amado por todos os que o rodeiam, Vássia desenvolve sentimentos de culpa por recear não corresponder às expectativas, deixando-se afundar progressivamente numa inquietação e numa tristeza incompreensíveis. Intenso e comovente, este livro revela bem o estilo febril do romancista russo.

A Metamorfose


“A METAMORFOSE”   Kafka, Franz 
Edições Quasi

Franz Kafka é um dos mais carismáticos autores do século XX. O corpo das suas obras - na sua maioria, publicadas postumamente - destaca-se entre as mais influentes da literatura deste século. Os seus temas por excelência centram-se em torno do absurdo, da alienação, da obsessão e da culpa que geram nas suas personagens um sentimento de estranhamento. As suas obras definem uma boa parte do que ainda hoje se considera como «literatura moderna» e é considerado um precursor do realismo mágico. A Metamorfose (1912) narra o estranho caso de um caixeiro-viajante que uma manhã acorda transformado num monstruoso insecto.

A Arte da Guerra



“A ARTE DA GUERRA”   Tzu, Sun 
Edições Quasi

A Arte da Guerra, escrita há 2500 anos, uma das mais fascinantes e importantes obras sobre teoria militar e estratégia da humanidade. De leitura obrigatória para muitas gerações de militares, a Arte da Guerra tornou-se um clássico no mundo empresarial, fornecendo aos gestores inspiração para responderem aos desafios com que se vêem confrontados. A tradução de Lionel Giles, base da presente edição, foi a primeira versão canónica deste grande texto a surgir no Ocidente. Inclui uma introdução e notas do tradutor, comentários de historiadores chineses e valiosas informações bibliográficas sobre este clássico da literatura universal.

A Ciganita


“A CIGANITA”   Cervantes, Miguel de 
Edições Quasi

A Ciganita, pequena novela do famosíssimo escritor Miguel de Cervantes, narra a história de um nobre que se perde de amores por uma bela cigana, de seu nome Preciosa. Posto isto, o rapaz decide levar a vida nómada característica dos ciganos para provar o seu amor por Preciosa.

Passam-se algumas peripécias, naturalmente, senão a história ficava curta demais, e os jovens acabam por ficar juntos – com o bónus de a cigana descobrir que, afinal, também é nobre. Confesso, achei este final bastante curioso: a cigana não era como as outras, era honesta, era sensata, era sensível, era linda.


No final, ao transformar a cigana em nobre, não estará implícito que todas as ciganas sejam falsas, ladras, desonestas? – porque, precisamente, a cigana era boa porque não era cigana. O que parecia ser uma excepção, um louvor, um não a um estereótipo, acabou por não o ser.

A Peste Escarlate


“A PESTE ESCARLATE”   London, Jack 
Edições Quasi

A história decorre no século XXI e tem como protagonistas um velho professor universitário e três netos, todos eles reduzidos ao estado selvagem. São dos poucos sobreviventes de uma peste que dizimou a humanidade e aniquilou a civilização no ano 2013. Vítima das partidas dos netos, o avô conta aos três rapazes as aventuras que viveu para escapar à peste, através do mundo despovoado, de desertos e de cidades mortas, procurando ao mesmo tempo incutir-lhes os valores do conhecimento e da sabedoria.